Monday, October 30, 2006

Sorriso Babaca


Cara de Otário
Originally uploaded by Zé Zones.
Num sabado a noite os amigos normalmente se reunem para fazer qualquer coisa. Ou simplesmente não mexer uma palhar e entornar todas as cervejas do mercadinho em frente. O problema é quando todos seus amigos estão com "sorrisinho-bacaca".

Começa mais ou menos assim. "Jota, ela é tão..., ai....". Depois não se fala nada por alguns minutos. Os musculos se contraem todos e por um rápido momento se pode notar a boca da mascara do "V de Vingança". O pior que não tem como tirar-lo da cara de ninguem. Vira concreto.

"Ela é meu esporte radical
Poderosa, viciante, mas não faz mal
Meu docinho

Ela é o que meu médico receitou
Rivaldo Maravilha mandando um gol
Minha chapação..."

Talvez o sentimento de ter um sorrisinho babaca, digo muito babaca, na cara esteja expressado nessa musica. Seu humilde narrador, como "mestre da frieza universal", não poderia ter esse tipo de atitude. Seria A imagem desprezivel. Num desses dias vi um amigo, sentado num tronco, olhando para o pé e com a mascara. Tentei convence-lo que ia passar, mostrar como tudo isso era só uma fase. Quem disse que queria recuperação? Eu também não faço milagres.

Essa esse sorrisinho cinico é uma expressão do corpo. Com estimulos nervosos explana ao mundo inteiro "eu estou apaixonado".

Zé é; Brasileiro, Otário e espera que os leitores saibam que os erros de portugues são uma "licença poetica".

Monday, October 23, 2006

Saudades


Camisa Argentina
Originally uploaded by Zé Zones.
Meu nome é José Henrique Cunha, todos me chamam de Zé. Morei minha vida toda na Cidade Maravilhosa. Tenho orgulho de ser como diz meu pai; "Carioca da Gema do Humaitá". Por ali aconteceram as principais coisas da minha vida.

Primeiro porre. Amor adolecente na porta da escola. Açai com morango. Podrão. Tudo naquele bairro. Na minha casa.

Atravessei alguns quilometros ao sul e encontrei outro lugar. Aqui me chamam de Zé Pequeño. O problema é que porteños não conseguem pronunciar a letra "Z". Sai sempre como um esse. É foda ouvir Sé e não Zé. "Longe de casa" novas esperiencias. Coisas muito parecidas e totalmente diferentes.

Porres de vinho. Um amor em cada esquina. Sorvete do Nonna Bianca. Hamburgueseria 24hras. Tudo nesse bairro. Minha casa atual.

Digo, "casa atual", por que além de carioca da gema, 21 anos de sangue e america do sul. Terraqueo de nascimento. Pelo menos é o que a certidão de nascimento diz.

Um post totalmente sem nexo, eu sei. Muitas coisas pela cabeça. Ainda não é momento de voltar a escrever.

"adeus, meu coração vai se entregar a tempestade".

(Melodramatico?! Eu?!)

Saturday, August 19, 2006

Mural

Depois de um dia inteiro rodando a cidade, Jota chegou em casa já estava escuro, havia saido já faziam quase 18 hras. Quando acordou e ainda estava de noite. Antes de chegar em seu modesto apartamento de quarto e sala, passa em um pequeno super-mercado 24hras para comprar uma garrafa de uisque vagabundo e uma caixa de achocolatado.
Está tudo da mesma forma que ele deixou horas atrás. Esqueceu de tomar a vitamina C efervecente, que agora já era uma água com algum gosto de laranja. Mas não era hora de parar ainda. Não tinha feito nada o dia todo. Trabalhado só. Nada tinha mudado naquele tempo. Quando fez 15 anos, jurou que todos os dias faria alguma coisa. Escrever, fotografar ou simplesmente pensar em alguma idéia de projeto. E até hoje só lembra dessa promessa quando faz dois meses que não progride. Pensa em fotografar, já está noite mas havia alguns holofotes velhos encostados em algum canto de seu quarto.
Buscou dentro do armário. Acabou encontrando uma caixa de sapatos com muitas fotografias dentro. E como é de cliché, passou a ve-las uma a uma, tentando recordar os velhos tempos. Que nem eram tão velhos assim. Agora sabia o que faria a noite.
Muniu-se no entusiasmo de executar um novo projeto. Cinzeiro, cigarros, isqueiro, achocolatado, uisque, cola e uma pasta com folhas plásticas. Misturou o uisque com o achocolatado. O som, no computador, tocava mp3 a lista; Avulsos. Como, numa daquelas surpriendentes mágicas de cinema, começou a tocar o tema de uma menina, e a foto dela apareceu. Laura.
Tinha cabelos negros e tatuagem. Quem tem tatuagem aos 16 anos? Muito forte a imagem daquela garota. A conheceu num dos corredores do colégio, ele vinha ouvindo musica no walkman e ela era nova. Tinham várias bandas que os dois gostavam. Sentia que aquela menina gostava dele. Mas não fez nada. - Garotice, garotice, garotice... - repetia o personagem desse pequeno conto. Não se conformava, anos mais tarde, ali sentado em recordações percebeu que tinha perdido uma pessoa sensacional. Hoje ela morar há quilometros de distancia. Casada, com dois filhos pequenos. Quem havia pela primeira vez explicado como funciona uma camera, foi Laura.
Repetiu no computador o tema, lembrou de algumas passagens na relação dos dois. Um poucos dias antes de seu casamento, confessou a Jota que tinha sido muito apaixonada por ele. Mas que não era para ter sido mesmo. Ela estava muito feliz. Financeiramente o rapaz não tinha do que reclamar, trabalhava quase todos os dias também, e não tinha tempo para casar, ter filhos, ver fantastico abraçadinho comendo pochoclos.
Até sua mãe tentou intervir por ela, na história. Jota nunca se perdoou, para tentar estar um pouco mais em paz, com sua coenciencia pertubada fez o mural de fotos, o projeto novo. A várias fotos dela entraram, a maioria que ela tinha tirado, eram lindas imagens e ninguém poderia saber o quanto representavam. Aquele sentimento, de saudades de um tempo não vivido foi exposto em cada foto que colocava.
O sol amanhecia quando acabou. Pendurou-o na na frente da porta do seu quarto. Comeu um pão e foi dormir. Descançou como poucas vezes na vida. Chegando a babar no travesseiro. É isso, quando alguem baba no travesseiro é que finalmente está dormindo em muita paz, ou simplesmente tem um nariz entupido. Mas nessa história era o sentimento de paz. Todo o arrependimento dele havia se esgotado, usou-o de inspiração para criar uma linda homenagem a mais uma das peças que a vida prega.



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Monday, June 19, 2006

Futebol x Amor x Outra Vez

Lá vai outra vez o garoto tentar jogar bola. Anos Parado. Não é tão novo assim, mas devido a sérias contusões resolveu se abster do vício.

No tempo em que ficou machucado em casa pensou muito. Começou a comer demais, ansioso comia um catatau de doces vendo os times jogando. Não tinha nehum favorito e sim vários clubes do peito. Ver o desenrolar do jogo já lhe bastava. Sentava e acompanhava, como um Falcão desses da vida, sendo critico e objetivo.

As vezes que entrou num campo foi só para reconhecer o gramado, dar uns chutes da marca do penalti e incrivelmente mesmo sem o goleiro era dificil acertar uma bola dentro das traves. As dores, ou "acidente de percurso" como os médicos falaram para ele, continuavam lá. Bastava um piquezinho para alcançar o onibus e o coração quase lhe saltava pela boca.
E hoje, depois de um churrasco dos amigos alguém gritou:
- Jota! Dá para completar o time?

Já tinham chamado umas vezes e sempre ele mostrou as marcas da cirurgia. Eu, esse mero observador nunca tinha visto isso. Jota não pensou, tirou a camisa para jogar nos sem camisa, a barriguinha branca ficou a vista. A posição é de lateral direito. O juiz, que já conhecia sua história, fitou-o, perguntou se queria mesmo fazer aquilo, ele deu o sinal de positivo com a cabeça e a partida começou.

Vou embora antes de ver o garoto se machucar lá de novo.


Zé é; comentarista de futebol durante a copa.

Tuesday, May 16, 2006

Dividindo a Cama

Quando era menor deitava na minha cama e imaginava a menina que eu tava gostando, aquela generica que tem em toda sala de aula, linda e ninguem consegue por a mão.

Hoje em dia não sei dormir acompanhado. Ronco, chuto e falo. A ultima menina com quem dormi do meu lado, foi a linda Joana. Nao aconteceu nada, somos amigos e foi bonitinho. Fora o fato dela ter me empurrado da cama e eu ir dormir na sala.

Mais uma razão para ser assexuado.

Não sei dividir a cama com ninguém.

Zé é, estudante de cinema e dramático para caralho.

Nunca Mais vou Escrever A Vocês; Mulheres/Nota aos leitores

Toda vez que escrevo, normalmente tem uma musa inspiradora por trás. Alguem que como diria professor da monografia, minha "força motriz". Depois te ter feito alguns textos para meninas diferentes e não surgir efeito parei. Não vou mais falar delas nos meus textos.

Não que eu fosse esperançoso o suficiente para achar que iria acontecer de a/as menina/s se apaixonarem pelo que eu tinha escrito, mas esperava que o fim seria um pouco diferente. Acho que os escritos só geraram medo. Naão era isso. Então, agora me retiro o direito de falar sobre qualquer mulher em especifico dentro de meus humildes pensamentos.

Pensei nesses ultimos meses me tornar assexuado. Não seria mais prático? Quem dera o tesão só estivesse voltado em alguma coisa em especifico. O dificil é não querer gostar mais de ninguem.

E as mulherem que um dia eu me apaixonar daqui para frente, nao terão lugar por aqui.

Zé é, um estudante de cinema e recalcado.

Thursday, April 13, 2006

Ode a Monografia: Parte I

60 dias para entregar a monografia.

Faltam menos de 3 meses para acabar a faculdade. Para concluir o curso é necessário uma monografia. Algum tema a ser escolhido. A pergunta do coordenador era: "Qual é a força-motriz da sua inspiração?". Primeiro o que significa "Força-Motriz". Segundo, quem disse que tenho alguma inspiração?

Sentado na frente do computador com dezenas de sites abertos. Mais tabs do que eu poderia contar nos dedos. E todas aquelas informações eram muito úteis. Das informações úteis até escrever uma monografia são LEGUAS de distancia. Ainda mais quando se é uma pessoa indecisa.

Tudo incomoda.

A foto dela ainda colada no meu quadro de avisos. Desculpe esse humilde/estranho escrivinhador que sempre fala dela. Que se tivesse do meu lado estaria falando e não me deixando fazer porra nenhuma. Mas seria divertido. Pelo menos a unica voz que soa dentro dessas paredes não é do Chico Buarque.

Monday, April 03, 2006

na cama...

Num rádio-relogio, daqueles que ficam em cima do criado-mudo, marcava 2:30 da madrugada. Pela primeira vez em anos sentia um calor humano me acolhendo. Estava frio na cidade do Rio de Janeiro. Há 4 meses não fazia uma temperatura tão boa, e quando eu precisava daquele calor humano ele estava ali do meu lado. Em formas sinuosas. Em grandes curvas.

Não queria dormir. Minha vontade era aproveitar todo o momento que estivesse com aquele ser. Passei um ano e meio tentando faze-lo me dizer "oi", e nesse momento se encontra abraçada na minha barriga, me usando como uma almofada. Tudo que havia pedido a Deus. Queria tirar uma foto. Eternizar aquele momento. Minha camera estava longe. Tudo que consegui pegar foi uma folha e uma caneta.